SEICHO-NO-IÊ

Natanael Rinaldi e Paulo Romeiro

 I – HISTÓRIA

I – O começo 

Fundada em 1° de março de 1930 por Masaharu Taniguchi, no Japão, tendo como livro principal Semei no Jisso (“Verdade da Vida”), com mais de 40 volumes.

Revistas (no Brasil): Fonte de Luz, antigo Acendedor (tiragem mensal: 500 mil exemplares) e Pomba Branca – para mulheres (tiragem mensal: 120 mil unidades).

Seguidores: aproximadamente dois milhões de membros e simpatizantes só no Brasil.

Atração principal: curas milagrosas.

  1. Acendedor

“Ao alcance da mão, discretamente num canto do táxi, o motorista Alvair Marasse, 49 anos, descendente de italianos, carrega sempre a revistinha Acendedor, da Igreja Seicho-No-Iê do Brasil. Ele se diz católico, vai à missa e insiste em afirmar que é sua mulher quem gosta mais dessa seita. Não freqüenta a igreja japonesa, nem fica pregando sua fé, mas admite que a revistinha `dá otimismo, tem muita coisa boa, desperta o poder da mente.´ Resume: `Vou fazer e faço.´ Com a naturalidade de quem a acredita que a  superstição  é um consenso nacional, Alvair revela o fundamento mais forte de sua crença: `Desde que botei o Acendedor dentro do carro, não acontece nada ruim.´” (O Estado de São Paulo, 6 de novembro de 1983, p. 18). 

  1. O fundador, Masaharu Taniguchi

 

A história da religião Seicho-No-Iê, ou “Lar do Progredir Infinito”, é a história do seu fundador, Masaharu Toniguchi, que nasceu no dia 22 de novembro de 1893, no município de Kobe. Devido à extrema pobreza da família, foi adotado por um tio; este era um pequeno e abastado industrial que o educou severamente. Masaharu, de índole tranqüila e muito afetuoso, achou severa a atmosfera da nova família e teve de reprimir sua afetividade.

Gostava de ler. Devorou o mundo da literatura e os livros naturalistas, e começou a pensar que “a vida humana é um problema sem solução”. Depois de acabar a escola secundária, apesar da oposição de seus pais adotivos, inscreveu-se na faculdade de literatura da Universidade Waseda, em Tóquio, com o sonho de tornar-se escritor.

Na universidade foi influenciado por autores famosos como Tolstoi, Schopenhauer e Nietzche. Mas sua vida continuou infeliz, defrontando-se com problemas de namoros fracassados, doenças e empregos que não deram certo. Deixou a universidade em 1914, sem se formar.

Espiritualmente, Taniguchi experimentou uma variedade de coisas, de espiritismo e parapsicologia a Otomo-Kyo e Ittoen, religiões japonesas de origem recente. Em 1923 fugiu de Tóquio após o grande terremoto de Kanto, e voltou para Kobe. Lá descobriu um livro que o influenciou muito: The law of Mind in Action (“A Lei da Mente em Ação”), de Fenwicke Holmes, um dos escritores da seita norte-americana Religious Science (“Ciência Religiosa”, algo parecido com a Ciência Cristã de Mary Baker Eddy). Nele, Taniguchi encontrou o que considerava uma combinação viável do teísmo cristão e do panteísmo budista, com provas adicionais da teoria que afirma: “Quem aprende o princípio da `mente divina´ pode controlar o mundo material.”

Chegou uma época em que Taniguchi precisava muito de um bom emprego. Então resolveu sentar e pensar – acreditar – que esse emprego o esperava. Depois de um mês com esse pensamento fixo, conseguiu uma posição como tradutor numa companhia petrolífera. Esse novo emprego serviu – a ele – para confirmar sua tese.

Talvez a experiência mais marcante na formação espiritual de Taniguchi tenha sido sua “iluminação”, no dia 31 de dezembro de 1928.

Imbuído de um novo senso de dignidade, agora que estava bem empregado, mudou-se com a família para uma casa melhor. Porém, mesmo com uma condição financeira mais folgada, a saúde de sua família decaiu. Emiko a filha, contraiu sarampo e depois pneumonia. Sua esposa sofria de colite, e ele próprio estava tão adoentado que, quando desejou fazer seguro, foi recusado. Não atinava por que, com sua compreensão de como a mente funcionava, sua família andava tão mal de saúde.

Concluiu: “Se o mundo é um reflexo da minha mente, então devo ser a causa da má saúde de minha família.” Sentia que o medo e a ansiedade deviam refletir-se como doença. “Se Deus é uma entidade que permite ao homem criar na terra de acordo com sua virtude e pensamento pessoais, não se pode fiar nele, em Deus, já que o homem precisa ceder à sua vontade própria.”

Sua mente fervilhava, enquanto meditava: “Todas as coisas evoluem do nada e tomam forma, conforme os padrões do pensamento. Sofre-se porque se acredita que a matéria é real e sólida… O mundo fenomenal é meramente uma manifestação temporal de um retrato mental ilusório… O seu corpo físico também não tem existência própria!… Só há a Realidade!… A verdadeira essência da Realidade é Deus. Somente Deus existe. As coisas que são reais são apenas a Mente de Deus e as manifestações da Mente de Deus. Esta é a Realidade… renegando todas as manifestações ilusórias do plano físico, você pode conhecer Deus, real, o verdadeiro Buda. Compreenda esta verdade! A vida imortal será restaurada, aqui e agora!”

Através dessa experiência, chegou a concluir que o Jesus físico que parecia sofrer, conforme os ensinamentos cristãos, não existira originalmente.

Taniguchi começou a escrever a revista Seicho-No-Iê em dezembro de 1929, e em março de 1930 publicou seu primeiro número. A revista foi um enorme sucesso, e o movimento passou a crescer de forma contínua e progressiva. No mesmo ano, Taniguchi disse que foi visitado por um anjo (cuja imagem adorna a fachada da sede da seita) que lhe entregou a escritura principal da religião, a Sutra Sagrada – Chuva de Néctar da Verdade (Kanro no Hoou), que é recitada diariamente pelos adeptos, e que muitos deles usam no pescoço, miniaturizada, como proteção divina.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Taniguchi se identificou com a filosofia nacionalista-fascista do regime imperial, escrevendo lemas patrióticos como: “O Exército Imperial sempre vencerá e, tendo vencido, voltará vivo”. Ele falou do imperador japonês como sendo “O Ser Último”, “A Única Existência”, “A única coisa que realmente existe, e, devidamente, o centro da nossa lealdade e devoção.”

Por ter apoiado a aventura militar japonesa com tanto fervor, foi preso pelas tropas norte-americanas e ficou detido durante algum tempo (até sua morte era muito conhecido pelo apoio às causas de extrema direita).

Após sua reabilitação social, Taniguchi e sua filosofia religiosa cresceram em popularidade e influência, não somente no  Japão, mas também em outros países. Taniguchi foi um autor prolífero. Em 1958, o número de livros escritos por ele chegou a 260 (até 1985 haviam sido editados mais de 15 milhões de volumes). Em 1963 realizou sai primeira viagem de conferências pelo mundo.

No dia 1º de agosto de 1952, autorizada pela sede internacional do Japão, foi instituída a Igreja Seicho-No-Iê no Brasil, que hoje conta com centenas de igrejas e milhares de sedes locais em todo o território nacional. Taniguchi veio visitar seus seguidores aqui várias vezes, recebendo em 1980 a Comenda Ordem do Ipiranga, no grau máximo de Grã Cruz, do governo do Estado de São Paulo (foi o primeiro cidadão japonês a receber essa condecoração).

Taniguchi faleceu no dia 17 de junho de 1985, em Nagasaki, aos 92 anos de idade. Ele foi sucedido como “Supremo Presidente” da seita pelo seu genro, Seicho Taniguchi.

  1. Uma seita atrativa

Embora algumas práticas, como o culto diário aos antepassados (“que nos protegem permanentemente”), não sejam facilmente aceitas pela mente ocidental, a Seicho-No-Iê, em seu positivismo contagiante, bate uma corda de esperança em muitos corações  sofridos. Através de livros e revistas, e de seus famosos calendários em frases otimistas para cada dia do mês, tornou-se extremamente popular neste país, e hoje seus membros, em grande maioria, são de descendência não japonesa!

Uma das razões é sua aceitação de pessoas de outras religiões.

Declara a seita: “Na Seicho-No-Iê  não se fala mal das demais religiões, absolutamente. Todas elas são boas. A Seicho-No-Iê é também uma doutrina de integração religiosa, isto é, de união das religiões, não só das cristãs, mas de todas ao redor do mundo… A função da Seicho-No-Iê seria, então, a de eliminar as misturas e extrair apenas o “ouro” comum a todas as outras religiões de todas as partes do mundo. Se a interpretação é correta ou errônea, basta ver o fruto”.

Agora vamos examinar os ensinamentos da Seicho-No-Iê à luz da Palavra de Deus (Mt 7:15; 1 Ts 5:21).

                II – DOUTRINAS DA SEICHO-NO-IÊ

 

  1. Fonte de autoridade

 

“A Seicho-No-Iê não é nenhuma seita religiosa… No sentido de dar a vida a todas as religiões, faz conferências baseadas em escrituras do Budismo, em textos da antiguidade japonesa e, também, na Bíblia” (A verdade da Vida. Vol. 1, p. 13).

 Refutação:

Resulta da declaração acima:

  1. a) Que se trata de uma religião ecumênica associando xintoísmo, budismo e cristianismo. Tal mistura é condenada na Bíblia (Dt 32.16,17; Rs 11:33; Mt 7.13,14; 1 Co 8.5,6; 10.20; Ef 4,5). Jesus condenou crenças e práticas religiosas que não estavam em harmonia com a Palavra de Deus (Mt 16.6,12; 23.5,7,27,28; Mc 7.6,9).

  1. b) A Bíblia adverte contra o ser desencaminhado pela tradição da religião falsa (Mt 15.3,6,9; 1 Co 4.6). Proíbe adicionar ou tirar algo da Palavra de Deus (Dt 4.2; Pv 30.5,6; Is 8.20; Ap 22.18,19).

  1. Deus

 

“Ó Deus da Seicho-No-Iê, que vos manifestastes para indicar o Caminho de Deus-Pai, protegei-nos” (Kanro no Hoou, p. 12).

“É o Deus do meu interior que te cura…” (Shinsokan e Outras Orações, p. 10)

“No interior da criança aloja-se o Infinito…” (Shinsokan e Outras Orações p.15).

Refutação:

 Identificam Deus com a criatura. A Bíblia apresenta o conceito de um Deus pessoal que criou o Universo. Embora esteja em todas as partes, visto que é onipresente, existe à parte de suas obras. Deus é transcendente, isto é, a existência vai além das coisas criadas. Segundo as Escrituras, a obra de sua criação (o homem, por exemplo) não constitui parte do ser divino (Gn 1.26,27; 2.15; Sl 2.8,9; 1Co 15.38,41).

  1. A existência do pecado, doença e morte

 

“A doença não existe no mundo da criação de Deus” (Shinsokan e Outras Orações, p. 11)

 “Surge, agora, a Seicho-No-Iê perante a humanidade como os Sete Candeeiros, que profetisa a Luz da Verdade através destes candeeiros e aniquila os três males: `pecado´, `doença´ e `morte´, que têm torturado a humanidade desde a sua expulsão do Paraíso do Éden, como está citado no Gênesis” (Kanro no Hoou, p. 6)

 Refutação:

 A doutrina da não-existência do pecado, e de que tudo é ilusão, tranqüiliza a consciência, sem que a alma rebelde tenha de humilhar-se em arrependimento. O disfarce do ensino – sob o nome de “filosofia”, de “ciência” – apregoado pela Seicho-No-Iê, cega os membros com as muitas contradições que contém. Entretanto, o orgulho natural se compraz na superioridade intelectual da pessoa que julga compreender e praticar uma religião tão incompreensível para a maioria das pessoas. Muitas pessoas são enganadas pela hipocrisia do nome, crendo que uma simples religião possa solucionar o problema magno do pecado. Como o avestruz da lenda, encontraram para a cabeça um buraco na areia e creem estar seguros. Mas vejamos o que a Bíblia tem a dizer:

A Bíblia declara que Satanás, o “deus deste século”, foi uma vez um poderoso ser angélico. É o que está escrito em Isaias 14.12-14 e Ezequiel 28.14-16. As Escrituras declaram também que esse anjo desejou usurpar o trono de Deus (Is 14.13,14), arregimentando após si a terça parte dos anjos, em total rebelião. Orquestrou um ataque frontal à soberania divina, sendo em conseqüência expulso do céu (Gn 3.6, 19; Rm 3.23; 5.12; 6.23).

João, o evangelista, lembra que o pecado, longe de ilusão, é para quem o pratica um inimigo muito real e pernicioso. “Pecado é iniqüidade” (1 Jo 3.4). “Toda iniquidade é pecado” (1 Jo 5.17); “Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso e a sua Palavra não está em nós” (1 Jo 1.10)

Jesus nunca curou alguém mediante a negação da enfermidade. Se a doença era algo ilusório, então a cura não tinha sentido. Mas Ele deixava claro não só que existiam doenças, como que havia nEle poder para curá-las, sendo Deus glorificado. Antes de atender o convite para visitar seu amigo Lázaro, que estava à morte, Ele não teve pressa. Esperou que o moribundo morresse fisicamente e que a morte fosse comprovada, aguardando quaro dias até ressuscitá-lo. É importante ter em mente que Jesus não negou a realidade da enfermidade como fazem os adeptos da Seicho-No-Iê. Ele nunca considerou a doença como uma ilusão. Ao contrário, foi bem enfático e objetivo quando reconheceu: “Lázaro está morto” (Jô 11.14).

Afirmamos, portanto, que os milagres de Jesus foram reais, fisicamente tangíveis, e o resultado incontestável, visível e comprovável da intervenção sobrenatural de Deus sobre suas criaturas:

  1. a) Jesus cura a sobre de Pedro (Mt 8.14,15);
  2. b) faz cessar a tempestade (Mt 8.26,27);
  3. c) cura um paralítico (Mt 9.2,6,7)
  4. d) restaura a visão de dois cegos (Mt 9.27,30);
  5. e) cura muitos e expulsa muitos demônios (Mc 1.32,34);
  6. f) transforma água em vinho (Lc 2.1,11)
  7. g) multiplica os pães (Jô 6.10,14).

  1. O homem – sua natureza espiritual e material

 “Deus, ao criar todas as coisas, não usa barro, não usa madeira, não usa martelo, não usa pincel, não usa ferramenta nem matéria-prima de espécie alguma, cria unicamente com Espírito” (Kanro no hoou, p. 11).

Realidade é ilusão. Cuidai para que não vos apegueis à ilusão… tudo que podeis perceber através dos sentidos são projeções da mente, e não a Realidade Prima” (Kanro no Hoou, p.13,14).

Refutação:

Sem nenhum temor de contradição, todo ser racional admitirá a realidade da existência corporal do homem:

  1. a) O homem é capaz de perceber sua forma corpórea.
  2. b) O homem necessita satisfazer as necessidades corporais (alimento, vestuário, etc.), o que prova ter ele uma existência corporal.
  3. c) O homem é capaz de perceber as diferenças entre ideias abstratas e concretas, sendo o corpo discernível facilmente como uma proposição concreta.

  1. A suposta ineficácia da morte de Jesus

 

“Se o pecado existisse realmente, nem os Budas todos do universo conseguiriam extingui-lo, nem mesmo a cruz de Jesus Cristo” (Kanro no Hoo, p. 37).

 Refutação:

Como pode uma religião chamar-se também “cristianismo” e negar todas as bases e pressupostos do cristianismo? (Is 53.5; Rm 3.23-26, 1 Co 15.3; Ef 1.7; Gl 1.13; 4.8; Hb 9.22,26; 10.19; 12.14; 1Pe 1:18,20; 1 Jo 1.7).

  1. “O homem é Filho de Deus”

 “O Deus da minha alma despertando – Eu vejo em todos os homens o Filho de Deus. O homem é Filho de Deus, é Buda” (Remido Imortal – A Verdade da Vida, vol. 1, p. 15).

Refutação:

Os homens tornam-se filhos de Deus quando aceitam Jesus como seu Salvador pessoal (Jo 1.12). Se ser criatura significasse o mesmo que ser Filho de Deus, poder-se-ia até admitir, contra o bom senso, que Deus é pai dos irracionais. Ele os criou, o que é bem diferente. Pai e filho devem pertencer à mesma espécie; não fosse assim, o cavalo bem que poderia ser filho do homem.

O pecado fez do homem um inimigo de Deus, privando-o da semelhança com o Criador, ainda perceptível no estado de inocência. No que diz respeito ao parecer-se com Deus, o pecador está muito longe. Não pensa como Ele, não se comunica com Ele, ignora a Sua vontade, não Lhe obedece, não O ama. Vive de forma independente e tortuosa, e não aceita a reconciliação por meio de Cristo.

Como pode o pecador considerar-se filho de Deus, se não O vê como Pai? (Jo 8.44; 2 Co 4.3,4). A semelhança perdida só pode ser recuperada quando nos permitimos lavar e purificar (de todo pecado) no sangue de Cristo (Ap 1.5), mediante a fé e o arrependimento (At 16.30,31).

  1. A oração

 “O Shinsokan é uma oração meditativa através da qual o homem transcende o mundo do fenômeno, isto é, transcende a matéria, a carne, a mente, e entra para um mundo e dimensão superior, o mundo do Jisso, o mundo perfeito criado por Deus, onde o Eu verdadeiro (o filho de Deus) funde-se com Deus” (Shinsokan e Outras Orações, p. 4)

“Tomada a posição correta, mentalizar palavras de agradecimento a Deus, aos pais, aos antepassados, ao marido, à esposa, a todos os familiares, a todas as pessoas e a todas as coisas” (Ibidem, p.4).

“Aqui onde estou é o mundo do Jisso: É oceano do infinito amor de Deus… É oceano da infinita harmonia de Deus” (Ibidem, p. 7).

Refutação:

Quem recita uma oração segundo a orientação da Seicho-No-Iê (veja acima), incorre na reprovação de Deus (Mt 6.5). Quem a recita repetidamente também incorre em condenação, porque repete e multiplica as palavras (Mt 6.7,8). Aos rezadores aplica-se o que Jesus disse aos escribas e fariseus (Mt 15.7), pois quem reza nada mais faz que repetir fórmulas redigidas por outrem; não se descobre, não confessa, nem se revela perante o Deus vivo. A oração, entretanto, deve ser um gesto espontâneo e pessoal, uma atitude voluntária que resulta numa comunicação bilateral; não pode ser um monólogo.

Quando os adeptos da Seicho-No-Iê repetem a fórmula Ashinsokan, Deus não os escuta (Is 1.15), como não ouviu as vozes dos sacerdotes idólatras no tempo de Elias (1 Rs 18.29)

Orar ou rezar aos antepassados é idolatria e feitiçaria, ambas condenadas pela Bíblia (Lv 20.6-26; Dt 18.10,12; Is 8.19,20; Rm 1.23; 1 Co 10.19,20).

  1. A cura dos enfermos

 Como se explica o fato de que muitos enfermos realmente recobram a saúde na Seicho-No-Iê? Essas curas convencem muitas pessoas de que a doutrina é de Deus. Há algumas explicações possíveis:

  1. a) A ciência médica reconhece que a atitude mental tem muito a ver com a saúde do corpo. Uma atitude otimista, tranqüila e feliz acelera os processos naturais de cura e reabilitação que Deus pôs no corpo. Uma atitude pessimista, amargurada e preocupada, ao contrário, piora a saúde e impede sua recuperação. A inter-relação psicossomática, no entanto, está limitada a doenças de cunho psicológico. Os adeptos da Seicho-No-Iê, todavia, atribuem as curas ao poder (geral e irrestrito) da mente sobre a “matéria”, o triunfo da verdade sobre a ilusão, numa abordagem totalmente mística. Quanto a manter pensamentos bons e amáveis, não os condenamos, desde que não seja uma forma de mascarar a realidade, furtando-se a um enfrentamento realístico do problema – e com certeza muitos não se resolverão pela mera contemplação positivista.
  2. b) Nem todos os operadores de milagres são de Deus (Mt 7.22,23; Mc 13.22; 2 Co 11.14,15). Visto que negam as bases fundamentais do cristianismo – e a cura é o que mais atrai as pessoas – não é Cristo quem os orienta e dirige. Tais feitos milagrosos, à parte do que possuam de natural, pode ser uma obra de Satanás. Ele, com grande poder e sinais e prodígios mentirosos (2 Ts 2.9), sempre foi imitador e falsificador das obras de Deus. Note como os magos de Faraó, pelo poder do inimigo, imitaram os milagres feitos por Moisés mediante o poder de Deus. Se Satanás pode fazer uma pessoa ficar doente (coisa que aconteceu no caso de Jó e da mulher presa pelo diabo), não poderia igualmente curá-la? Assim, é muito possível que algumas supostas “curas” sejam do diabo, não sem propósito, pois assim mantém ele presas as almas que abraçam o erro (1 Tm 6.20).

                         III – EVANGELIZANDO

 

  1. Aplicando o próprio remédio da Seicho-No-Iê

 

  1. a) Procure fazer com que a pessoa reconheça a Bíblia como a autoridade suprema para a fé (Jo 10.35; 2 Tm 3.16,17; 2 Pe 1.21).
  2. b) Mostre a base Bíblica para a oração. Os filhos têm autorização para pedir ao Pai o que necessitam (Mt 6.5,15; 7.7,11; Lc 18.1; Jo 14.12,13; Fp 4.6; Ts 5.17; Tg 5.6).
  3. c) Procure levá-los à fé na obra expiatória de Cristo e à salvação. Não se pode conseguir sem a ação do Espírito Santo no coração da pessoa (Jo 16.7,14). Porém, se orarmos e trabalharmos com fé, nenhum caso será demasiadamente difícil, pois Deus responde às orações.

  1. Como tratar os adeptos da Seicho-No-Iê

“Para se propagar a verdade numa época em que as inverdades se espalham fluentemente, é preciso corrigir estes conceitos inverídicos. Nada existe, além da verdade, que destrua a mentira. Assim está escrito na Sutra Sagrada `Kanro no Hoou´ – Chuva Nectária das Santas Doutrinas, e, de fato, para se destruir as teorias heréticas é necessário fazer-se rufar o tambor do ensinamento correto” (A Verdade da Vida, vol. II, p. 102).

Não refutamos tal ensinamento, pois esta foi a nossa preocupação ao elaborar o presente capítulo – combater os erros da seita. E para tanto, fizemos “rufar o tambor do ensinamento correto” por meio da Bíblia Sagrada, no confronto entre os ensinamentos da Seicho-No-Iê e o livro de Deus.

BIBLIOGRAFIA

 

Obras citadas neste capítulo, por ordem:

O Estádo de São Paulo, 6 de novembro de 1983

A Verdade da Vida, vol. I

Kanro no Hoou

Shinsokan e Outras Orações

The Law of Mind in Action,Fenwicke Holmes

Sutra Sagrada – Chuva de Néctar da Verdade

Reino Imortal – A Verdade da Vida, vol. I

A Verdade da Vida, Vol. II

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